Identificadores de bandeira

Algumas bandeiras de cartão retornam identificadores que permitem rastrear e correlacionar transações ao longo do ciclo de pagamento, especialmente em cenários de credenciais armazenadas (Card on File), recorrência, parcelamentos e demais transações subsequentes iniciadas pelo estabelecimento.

Esses identificadores são importantes para garantir rastreabilidade, reconciliação e o vínculo entre transações relacionadas. Quando utilizados corretamente, conforme as regras das bandeiras e emissores, também podem contribuir para o aumento da taxa de aprovação, pois permitem ao emissor identificar que uma transação está relacionada a uma interação anterior realizada pelo portador do cartão.

Atualmente, a Cielo disponibiliza os seguintes identificadores retornados pelas bandeiras:

IdentificadorBandeiras
IssuerTransactionIdVisa, Mastercard, Elo, American Express
TransactionLinkId (TLID)Mastercard

Como funciona o fluxo de utilização dos identificadores de bandeira?

Para garantir o vínculo entre transações relacionadas, especialmente em cenários de recorrência, parcelamento e credenciais armazenadas, as transações iniciadas pela loja (MIT) devem referenciar a transação original iniciada pelo cliente (CIT).

ℹ️

Para mais informações, consulte Indicador de início da transação - CIT e MIT.

Nesse contexto, os identificadores retornados pela bandeira na transação inicial (CIT) devem ser armazenados pelo estabelecimento e utilizados nas transações MIT subsequentes do mesmo ciclo transacional.

Fluxos esperados pelas bandeiras e emissores

  1. O cliente realiza a transação inicial (CIT ou Zero Auth);
  2. A bandeira retorna os identificadores disponíveis para aquela transação;
  3. O estabelecimento armazena os identificadores retornados;
  4. O estabelecimento vincula as transações MIT subsequentes à transação original utilizando os identificadores recebidos;
  5. O emissor utiliza essas informações para identificar o relacionamento entre as transações e aplicar suas regras de autorização.
ℹ️

Os identificadores retornados na transação inicial (CIT) devem ser armazenados e mantidos disponíveis para utilização nas transações subsequentes (MIT) relacionadas ao mesmo ciclo transacional.

Identificadores disponibilizados pelas bandeiras

IssuerTransactionId

O IssuerTransactionId é um identificador gerado pela bandeira ou emissor durante o processo de autorização.
Esse identificador representa a transação original no ecossistema da bandeira e deve ser utilizado para rastreabilidade e correlação de operações relacionadas ao mesmo ciclo transacional.

Atenção: o valor do IssuerTransactionId pode mudar a cada nova autorização ou validação de cartão. Sempre armazene o identificador retornado na transação mais recente e use-o nas transações subsequentes.

Bandeiras: Visa, Mastercard, Elo e American Express.

Disponível nas respostas de: autorização de crédito, débito, recorrência, Zero Auth e consulta por PaymentId.

Exemplo de resposta:

{
  "Payment": {
    "Type": "CreditCard",
    "IssuerTransactionId": "580027442382078"
  }
}

TransactionLinkId (TLID)

O TransactionLinkId (TLID) é um identificador retornado pela Mastercard para permitir o vínculo entre transações iniciadas pelo cliente (CIT) e transações subsequentes iniciadas pelo estabelecimento (MIT). O TLID complementa a utilização do IssuerTransactionId e não o substitui.

Bandeira: Mastercard.

Disponível nas respostas de: autorização de crédito, débito, recorrência, Zero Auth e consulta por PaymentId.

Exemplo de resposta:

{
  "Payment": {
    "TransactionLinkId": "mK8vT2qA-9LpX7dWc3Rf_HsD1Z"
  }
}
⚠️

O TransactionLinkId (TLID) não substitui o IssuerTransactionId. Quando ambos estiverem disponíveis, recomenda-se armazenar e utilizar os dois identificadores conforme suas respectivas finalidades.

Fases de implementação do TLID

A implementação do TLID ocorre em duas fases:

Fase 1 — vigente

O TransactionLinkId (TLID) é disponibilizado nas respostas de autorização das transações Mastercard, incluindo operações de Zero Auth.

Além do retorno na autorização, o TLID também pode ser consultado por meio da API de consulta utilizando o PaymentId da transação.

Fase 2 — 23/10/2026

A partir de 23 de outubro de 2026, o envio do TransactionLinkId passará a ser obrigatório para transações MIT vinculadas a uma transação CIT original.

Os parâmetros de envio do TLID nas requisições MIT serão disponibilizados nas APIs Cielo antes de outubro de 2026.

Recuperação de identificadores

Caso o estabelecimento não possua mais o IssuerTransactionId e/ou o TransactionLinkId da transação original (CIT), recomenda-se:

  1. Priorizar a recuperação dos identificadores por meio da consulta disponibilizada pela Cielo, utilizando as informações da transação original quando disponíveis;
  2. Na impossibilidade de recuperação, utilizar o identificador de uma transação anterior relacionada ao mesmo ciclo transacional, desde que represente adequadamente a relação da transação com o portador.

Preferencialmente:

  • Utilizar uma transação não contestada;
  • Utilizar uma transação com histórico consistente de utilização (por exemplo, superior a 3 meses).
⚠️

A ausência dos identificadores originais pode impactar a capacidade de correlação da transação pelos emissores e, consequentemente, influenciar a análise de autorização e a aderência aos requisitos das bandeiras.

Uso em cenários CIT e MIT

Em cenários de credenciais armazenadas e recorrência:

  • CIT (Cardholder-Initiated Transaction): transação iniciada pelo portador — gera o identificador.
  • MIT (Merchant-Initiated Transaction): transação iniciada pelo estabelecimento — deve referenciar o identificador da CIT original ou da MIT anterior.

Para mais informações, consulte Indicador de início da transação (CIT e MIT).

Veja também


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