Identificadores de bandeira
Algumas bandeiras de cartão retornam identificadores que permitem rastrear e correlacionar transações ao longo do ciclo de pagamento, especialmente em cenários de credenciais armazenadas (Card on File), recorrência, parcelamentos e demais transações subsequentes iniciadas pelo estabelecimento.
Esses identificadores são importantes para garantir rastreabilidade, conciliação e o vínculo entre transações relacionadas. Quando utilizados corretamente, conforme as regras das bandeiras e emissores, também podem contribuir para o aumento da taxa de aprovação, pois permitem ao emissor identificar que uma transação está relacionada a uma interação anterior realizada pelo portador do cartão.
Atualmente, a Cielo disponibiliza os seguintes identificadores retornados pelas bandeiras:
| Identificador | Bandeiras |
|---|---|
IssuerTransactionId | Visa, Mastercard, Elo, American Express |
TransactionLinkId (TLID) | Mastercard |
Como funciona o fluxo de utilização dos identificadores de bandeira?
Para garantir o vínculo entre transações relacionadas, especialmente em cenários de recorrência, parcelamento e credenciais armazenadas, as transações iniciadas pela loja (MIT) devem referenciar a transação original iniciada pelo cliente (CIT).
Para mais informações, consulte Indicador de início da transação - CIT e MIT.
Nesse contexto, os identificadores retornados pela bandeira na transação inicial (CIT) devem ser armazenados pelo estabelecimento e utilizados nas transações MIT subsequentes do mesmo ciclo transacional.
Fluxos esperados pelas bandeiras e emissores
- O cliente realiza a transação inicial (CIT ou Zero Auth);
- A bandeira retorna os identificadores disponíveis para aquela transação;
- O estabelecimento armazena os identificadores retornados;
- O estabelecimento vincula as transações MIT subsequentes à transação original utilizando os identificadores recebidos;
- O emissor utiliza essas informações para identificar o relacionamento entre as transações e aplicar suas regras de autorização.
Os identificadores retornados na transação inicial (CIT) devem ser armazenados e mantidos disponíveis para utilização nas transações subsequentes (MIT) relacionadas ao mesmo ciclo transacional.
Identificadores disponibilizados pelas bandeiras
IssuerTransactionId
O IssuerTransactionId é um identificador gerado pela bandeira ou emissor durante o processo de autorização.
Esse identificador representa a transação original no ecossistema da bandeira e deve ser utilizado para rastreabilidade e correlação de operações relacionadas ao mesmo ciclo transacional.
Bandeiras: Visa, Mastercard, Elo e American Express.
Disponível em: autorização de crédito, débito, recorrência, Zero Auth e consulta por PaymentId.
Exemplo:
{
"Payment": {
"Type": "CreditCard",
"IssuerTransactionId": "580027442382078"
}
}{
"Payment": {
"Type": "CreditCard",
"IssuerTransactionId": "580027442382078"
}
}O preenchimento do campo
IssuerTransactionIdé obrigatório para transações
Elo de pagamento recorrente, autorização incremental e venda no cartão
reautorizada.
Veja exemplos em:
TransactionLinkId (TLID)
O TransactionLinkId (TLID) é um identificador retornado pela Mastercard para permitir o vínculo entre transações iniciadas pelo cliente (CIT) e transações subsequentes iniciadas pelo estabelecimento (MIT). O TLID complementa a utilização do IssuerTransactionId e não o substitui.
Bandeira: Mastercard.
Disponível nas respostas de: autorização de crédito, débito, recorrência, Zero Auth e consulta por PaymentId.
Exemplo de resposta:
{
"Payment": {
"TransactionLinkId": "mK8vT2qA-9LpX7dWc3Rf_HsD1Z"
}
}O
TransactionLinkId(TLID) não substitui oIssuerTransactionId. Quando ambos estiverem disponíveis, recomenda-se armazenar e utilizar os dois identificadores conforme suas respectivas finalidades.
Primeira transação TLID
Na primeira transação do ciclo (CIT ou Zero Auth), o estabelecimento ainda não possui um TransactionLinkId armazenado, já que esse identificador só passa a existir a partir do momento em que a bandeira o retorna.
Por isso, o request dessa transação não envia o campo TransactionLinkId. Na resposta, a Mastercard retorna um TransactionLinkId, que é o identificador original e deve ser armazenado pelo estabelecimento para uso nas transações subsequentes do mesmo ciclo.
Exemplo de resposta:
{
"Payment": {
"TransactionLinkId": "mK8vT2qA-9LpX7dWc3Rf_HsD1Z"
}
}Transação subsequente TLID
A partir da segunda transação do ciclo, o estabelecimento envia no request o TransactionLinkId obtido anteriormente (da primeira transação ou do Zero Auth). O campo já está disponível no body das APIs de crédito e débito, com exemplos de request:
Nesse caso, a resposta traz dois campos:
SentTransactionLinkId: o valor que o estabelecimento enviou no request;TransactionLinkId: um novo valor, gerado pela bandeira para aquela transação específica.
Exemplo de resposta:
{
"Payment": {
"SentTransactionLinkId": "mK8vT2qA-9LpX7dWc3Rf_HsD1Z",
"TransactionLinkId": "aB3xR9pL-2QwZ8vN1MdK_YtC7"
}
}
AtençãoMesmo que a bandeira devolva um novo
TransactionLinkIdem cada resposta, o estabelecimento deve continuar enviando, em todas as transações subsequentes, oTransactionLinkIdoriginal, obtido na primeira transação ou no Zero Auth.Os valores retornados posteriormente não devem substituir esse identificador. Apenas se o valor original não tiver sido armazenado é que um valor mais recente pode ser usado como alternativa.
Fases de implementação do TLID
A implementação do TLID ocorre em duas fases:
Fase 1 — vigente
O TransactionLinkId (TLID) é disponibilizado nas respostas de autorização das transações Mastercard, incluindo operações de Zero Auth.
Além do retorno na autorização, o TLID também pode ser consultado por meio da API de consulta utilizando o PaymentId da transação.
Fase 2 — 23/10/2026
A partir de 23 de outubro de 2026, o envio do TransactionLinkId passará a ser obrigatório para transações MIT vinculadas a uma transação CIT original.
Recuperação de identificadores
Caso o estabelecimento não possua mais o IssuerTransactionId e/ou o TransactionLinkId da transação original (CIT), recomenda-se:
- Priorizar a recuperação dos identificadores por meio da consulta disponibilizada pela Cielo, utilizando as informações da transação original quando disponíveis;
- Na impossibilidade de recuperação, utilizar o identificador de uma transação anterior relacionada ao mesmo ciclo transacional, desde que represente adequadamente a relação da transação com o portador.
Preferencialmente:
- Utilizar uma transação não contestada;
- Utilizar uma transação com histórico consistente de utilização (por exemplo, superior a 3 meses).
A ausência dos identificadores originais pode impactar a capacidade de correlação da transação pelos emissores e, consequentemente, influenciar a análise de autorização e a aderência aos requisitos das bandeiras.
Uso em cenários CIT e MIT
Em cenários de credenciais armazenadas e recorrência:
- CIT (Cardholder-Initiated Transaction): transação iniciada pelo portador — gera o identificador.
- MIT (Merchant-Initiated Transaction): transação iniciada pelo estabelecimento — deve referenciar o identificador da CIT original ou da MIT anterior.
Para mais informações, consulte Indicador de início da transação (CIT e MIT).
Veja também
Updated 9 days ago